Em Matéria de Automóveis – Crônica de Fernando Sabino

EM matéria de automóveis, seu raciocínio era o seguinte: — Para que ter automóvel, se eu não sei dirigir? E se alguém lhe sugeria que aprendesse: — Para que aprender, se não tenho automóvel? Um dia, porém, não se sabe como, escapou de seu sofismático raciocínio e apareceu dirigindo um automóvel. Aprendera a dirigir, só… Read More »

Broto alegre, coroa melancólica… – Texto de Vinícius de Moraes

Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 31/12/1969 Elas se atarefavam, mãe e filha, nos últimos preparativos para a festinha. Iam ser uns quarenta ao todo, entre meninas e meninos, como sempre esfaimados, e a mãe não poupara nas comidas e sobremesas para os que inham comemorar os 16 anos de sua queridinha. Esta, excitada com… Read More »

Judeus e a intolerância – Artigo de Sócrates Nolasco

Em épocas distintas, encontramos episódios de perseguição e extermínio de judeus. A justificava para isto varia, mas atualiza-se em torno do desconforto gerado pela precariedade com que cada sociedade lida com seu próprio imaginário. A estratégia para expurgação do mal tem sido usar terceiros para depositar sobre eles o que corrói uma sociedade. “Conhece-te a… Read More »

Os culpados de tudo – Texto de Vinícius de Moraes

O poeta fala sobre a ditadura da magreza no Jornal do Brasil, 31/12/1969 Na hora que corre, quase todas as mulheres estão fazendo regime para emagrecer (e o advérbio representa aqui algumas poucas e honrosas exceções). O ideal da forma feminina passou a ser o esqueleto acolchoado, ma non troppo, de maneira que certos ossos… Read More »

Sobre um feliz ano novo – Artigo de Fernando Gabeira

Via Site Fernando Gabeira Outro dia, encontrei um amigo na rua e perguntei: “Tudo bem?” “Tudo”, respondeu. “Comigo, tudo, mas o país, você sabe …” Aquilo não me pareceu estranho. Era como me sentia. Tudo bem no âmbito pessoal, um certo desencanto com o Brasil. Vejo agora que isso acontece em escala maior. Pesquisas indicam… Read More »

Troque seu celular por uma galinha gorda – Texto de Xico Sá

O glorioso inventor da ansiedade, Alexander Graham Bell (1847-1922), deve se arrepender até hoje da sua patente telefônica. (Como Santos Dumont, dândi brasileiro em Paris, que maldisse do seu próprio brinquedo ao vê-lo nos céus da guerra). Nestes tempos em que celular virou brinco, eternamente colado às “oiças” de madames, de moçoilas, de executivos e… Read More »