Category Archives: Crônica

Dois amigos e um chato – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

Os dois estavam tomando um cafezinho no boteco da esquina, antes de partirem para as suas respectivas repartições. Um tinha um nome fácil: era o Zé. O outro tinha um nome desses de dar cãibra em língua de crioulo: era o Flaudemíglio. Acabado o café o Zé perguntou: — Vais pra cidade? — Vou —… Read More »

Conto de verão nº 2: Bandeira Branca – Luis Fernando Veríssimo

Ele: tirolês. Ela: odalisca. Eram de culturas muito diferentes, não podia dar certo. Mas tinham só quatro anos e se entenderam. No mundo dos quatro anos todos se entendem, de um jeito ou de outro. Em vez de dançarem, pularem e entrarem no cordão, resistiram a todos os apelos desesperados das mães e ficaram sentados… Read More »

Piscina – Crônica de Fernando Sabino

Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e, tendo ao lado, uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem. Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d’ água na cabeça. De vez em… Read More »

Outra carta da Dorinha – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Recebo outra carta da ravissante Dora Avante. Dorinha, como se sabe, não revela sua idade para ninguém, mas nega que já viu o Cometa Halley passar duas vezes. Só o Pitanguy e Deus sabem a sua verdadeira idade, e um está aposentado e o outro está quase. Dorinha tem se reunido com o seu grupo… Read More »

Em Matéria de Automóveis – Crônica de Fernando Sabino

EM matéria de automóveis, seu raciocínio era o seguinte: — Para que ter automóvel, se eu não sei dirigir? E se alguém lhe sugeria que aprendesse: — Para que aprender, se não tenho automóvel? Um dia, porém, não se sabe como, escapou de seu sofismático raciocínio e apareceu dirigindo um automóvel. Aprendera a dirigir, só… Read More »

O estranho procedimento de dona Dolores – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Começou na mesa do almoço. A família estava comendo — pai, mãe, filho e filha — e de repente a mãe olhou para o lado, sorriu e disse: — Para a minha família, só serve o melhor. Por isso eu sirvo arroz Rizobon. Rende mais e é mais gostoso. O pai virou-se rapidamente na cadeira… Read More »