A assembléia dos ratos – fábula de Monteiro Lobato

By | June 29, 2013

Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.

Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembléia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo telhado, fazendo sonetos à lua.

– Acho — disse um deles — que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo.

Palmas e bravos saudaram a luminosa idéia. O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra, um rato casmurro, que pediu a palavra e disse — Está tudo muito direito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino?

Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembléia dissolveu-se no meio de geral consternação.

Dizer é fácil; fazer é que são elas!

15 thoughts on “A assembléia dos ratos – fábula de Monteiro Lobato

  1. Concordiense

    Muito legal, tenho um colega de 60 anos que sabe esse conto decor, e leu quando era criança. Realmente a obra de Monteiro Lobato é fantástica.

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    1. Maria Clara

      Eu fis ésa história
      Da assembleia dos ratos e amei muitooooooooo Monteiro Lobato????

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  2. carlos Augusto Lima Paz

    Grande Monteiro Lobato, contribuiu muito para a cultura brasileira. Não sabe ele que os ratos se organizaram e decidiram botar o chocalho no pescoço do gato Faro Fino. Os ratos do Congresso Nacional resolveram colocar o chocalho no pescoço da Procuradoria Geral da República e do Supremo Tribunal Federal. Para tanto o guabiru(rato chefe) prometeu e distribuiu fatias de queijo para os membros da assembléia, para evitar que o gato faro fino pegasse a ratazana que come o queijo Brasil.

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