A coruja e a águia – Fábula de Monteiro Lobato

By | August 21, 2013

Coruja e águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes.

— Basta de guerra — disse a coruja.

— O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.

— Perfeitamente — respondeu a águia.

— Também eu não quero outra coisa.

— Nesse caso combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.

— Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?

— Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.

— Está feito! — concluiu a águia.

Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.

— Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.

E comeu-os.

Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves.

— Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste…

Moral da história: Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Já diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece.




31 thoughts on “A coruja e a águia – Fábula de Monteiro Lobato

      1. Vitor silva

        Nao sabe nem escrever e fica ai falando merda👊👊👊👊👊👊

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  1. Anonymous

    eu to vendo para uma pesquisa do 6º c mas eu achei muito legal essa fabula

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      1. Terrell Ferrari

        Eu amo tudo o que escreveu o saudoso José Bento Monteiro Lobato. Zé Brasil é o mais chocante. Há outras crônicas, e uma delas me comoveu muito; ” O drama do brio. ” Foi publicada num jornal de São Paulo, capital, na época em que os oficiais franceses treinavam a força policial de São Paulo. O treinamento era no sentido de tornar a corporação repressiva ao seu máximo. Um pernambucano, com a mão direita ferida, foi destacado para ficar na guarita do quartel. Poderia muito bem usar a mão ferida para vadiar na enfermaria. Mas não. Foi cumprir seu dever. E quando um oficial francês entrou, o pernambucano lhe bateu continência com a mão esquerda, visto ter a direita enfaixada . O oficial francês, com toda sua arrogância, insultou-o gritando “Salle négre!” (Negro sujo!) E em seguida chicoteou-o na face. O soldado, tendo sido ofendido em sua honra e raça, simplesmente sacou a pistola que portava e atirou, matando o oficial, que, segundo palavras de Monteiro Lobato, “livrou Damasco de mais um de seus bombardeadores”. A história chegou ao conhecimento de Lobato, que o visitou na prisão e publicou a crônica “O drama do brio”. Após a publicação, o soldado foi indultado.

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  2. oi

    estiu copiando ele pra ler na minha sala eu escolhi essa eu ro copiando😆☺☺☺☺☺☺☺☺☺😀😀😀😀😀😀😀 adoro emojis

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  3. oi vufig8d6dxth

    estiu copiando ele pra ler na minha sala eu escolhi essa eu ro copiando😆☺☺☺☺☺☺☺☺☺😀😀😀😀😀😀😀 adoro emojis

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  4. Mario

    Na realidade, essa fábula foi escrita por Esofo, ele é o verdadeiro autor, Monteiro Lobato e La Fontaine fizeram apenas algumas adaptações

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