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O escrivão Coimbra – Conto de Machado de Assis

Aparentemente há poucos espetáculos tão melancólicos como um ancião comprando um bilhete de loteria. Bem considerado, é alegre; essa persistência em crer, quando tudo se ajusta ao descrer, mostra que a pessoa é ainda forte e moça. Que os dias passem e com eles os bilhetes brancos, pouco importa; o ancião estende os dedos para… Read More »

Tudo que o mestre fizer – Cronica de Carlos Eduardo Novaes

O Capitão passou a utilizar o twitter forçado pelas circunstancias. Depois de recuperado da cirurgia poderia ter deixado o aplicativo de lado mas ao perceber que era a plataforma preferida de Trump para governar seu país, mais do que depressa resolveu manter a “trincheira”. A partir daí foi seguindo religiosamente as decisões do presidente americano… Read More »

A Sombra do Romariz – Conto de Lima Barreto

DIZER QUE não trabalho mais à noite, no jornal, não é bem verdade. Licencieime por alguns meses, para lá não ir à noite. Quando há desses turumbambas políticos, na cidade, fujo do trabalho noturno. E faço semelhante coisa principalmente quando vejo certos nomes metidos neles. Quem expunha isto era o tipografo Brandão a seu colega… Read More »

Não traiam o Machado – Crônica de Otto Lara Resende

Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de Dom Casmurro, na prova de Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do… Read More »

Palavras inventadas – Crônica de Otto Lara Resende

Se fosse no tempo do prof. Castro Lopes e se dependesse de sua vontade, lobismo e lobista jamais teriam licença de entrar na nossa língua. E muito menos no dicionário. Castro Lopes combatia sem trégua os partidários dos barbarismos. Em particular os galiciparlas recorriam ao francês, língua da moda. Caricaturado na peça O carioca, em… Read More »

A velhinha contrabandista – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega… Read More »