Category Archives: Alcântara Machado

Troque seu celular por uma galinha gorda – Texto de Xico Sá

O glorioso inventor da ansiedade, Alexander Graham Bell (1847-1922), deve se arrepender até hoje da sua patente telefônica. (Como Santos Dumont, dândi brasileiro em Paris, que maldisse do seu próprio brinquedo ao vê-lo nos céus da guerra). Nestes tempos em que celular virou brinco, eternamente colado às “oiças” de madames, de moçoilas, de executivos e… Read More »

Amor e Sangue – conto de Alcântara Machado

Sua impressão: a rua é que andava, não ele. Passou entre o verdureiro de grandes bigodes e a mulher de cabelo despenteado. – Vá roubar no inferno, Seu Corrado! Vá sofrer no inferno, Seu Nicolino! Foi o que ele ouviu de si mesmo. – Pronto! Fica por quatrocentão. – Mas é tomate podre, Seu Corrado!… Read More »

Carmela – conto de Alcântara Machado

Dezoito horas e meia. Nem mais um minuto porque a madama respeita as horas de trabalho. Carmela sai da oficina. Bianca vem ao seu lado. A Rua Barão de Itapetininga é um depósito sarapintado de automóveis gritadores. As casas de modas (AO CHIC PARISIENSE, SÃO PAULO-PARIS, PARIS ELEGANTE) despejam nas calçadas as costureirinhas que riem,… Read More »