Category Archives: Crônica

Prova Falsa – Crônica de Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)

Quem teve a idéia foi o padrinho da caçula – ele me conta. Trouxe o cachorro de presente e logo a família inteira se apaixonou pelo bicho. Ele até que não é contra isso de se ter um animalzinho em casa, desde que seja obediente e com um mínimo de educação. — Mas o cachorro… Read More »

Futebol de rua – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade,… Read More »

No país do futebol – Crônica de Carlos Eduardo Novaes

Juvenal Ouriço aproximou-se de um vendedor parado à porta de uma loja de eletrodomésticos e perguntou: – Qual desses oito televisores os senhores vão ligar na hora do jogo? – Qualquer um – disse o vendedor desinteressado. – Qualquer um não. Eu cheguei com duas horas de antecedência e mereço uma certa consideração. – Para… Read More »

Ed Mort vai longe – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Mort. Ed Mort. Detetive particular. É o que está escrito na plaqueta. Meu escritório fica numa galeria de Copacabana. Entre um fotógrafo que anuncia “Fazemos os maiores 3 x 4 da praça” e uma escola de cabeleireiros. Lugar perigoso. Aqui ninguém diz mais “Isto é um assalto”. Diz “É outro”. O número de baratas na… Read More »

Como comecei a escrever – Crônica de Fernando Sabino

Quando eu tinha 10 anos, ao narrar a um amigo uma história que havia lido, inventei para ela um fim diferente, que me parecia melhor. Resolvi então escrever as minhas próprias histórias. Durante o meu curso de ginásio, fui estimulado pelo fato de ser sempre dos melhores em português e dos piores em matemática –… Read More »

Ed Mort e o anjo barroco – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Mort. Ed Mort. Detetive particular. Está na plaqueta. Durante meses ninguém entrara no meu escri – escritório é uma palavra grande demais para descrevê-lo – a não ser cobradores, que eram expulsos sob ameaças de morte ou coisa pior. De repente, começou o movimento. Entrava gente o dia inteiro. Gente diferente. Até as baratas* estranharam… Read More »

Empregadas – Crônica de Fernando Sabino

Desavença Entre outras virtudes, as novelas de televisão têm a de enriquecer com novas expressões o vocabulário das empregadas. Só porque a patroa riscou três fósforos para acender o gás e em seguida atirou-os ao chão, a cozinheira exclamou: – A senhora não devia fazer assim! Por causa disso ainda acaba provocando uma desavença no… Read More »

Inferno nacional – Crônica de Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)

A historinha abaixo transcrita surgiu no folclore de Belo Horizonte e foi contada lá, numa versão política. Não é o nosso caso. Vai contada aqui no seu mais puro estilo folclórico, sem maiores rodeios. Diz que uma vez um camarada que abotoou o paletó. Em vida o falecido foi muito dado à falcatrua, chegou a… Read More »

A ignorância ao alcance de todos – Crônica de Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)

Todo dito popular funciona e ficaria o dito pelo não dito se os ditos ditos não funcionassem, dito o que, acrescento que há um dito que não funciona ou, melhor dito, é um dito que funciona em parte uma vez que, no setor da ignorância, o dito falha, talvez para confirmar outro velho dito: o… Read More »