Category Archives: Florbela Espanca

Árvores do alentejo – Poema da portuguesa Florbela Espanca

Horas mortas… curvadas aos pés do Monte A planície é um brasido… e, torturadas, As árvores sangrentas, revoltadas, Gritam a Deus a bênção duma fonte! E quando, manhã alta, o sol postonte A oiro a giesta, a arder, pelas estradas, Esfíngicas, recortam desgrenhadas Os trágicos perfis no horizonte! Árvores! Corações, almas que choram, Almas iguais… Read More »

Castelã de tristeza – Poema da portuguesa Florbela Espanca

Altiva e couraçada de desdém, Vivo sòzinha em meu castelo: a Dor! Passa por ele a luz de todo o amor… E nunca em meu castelo entrou alguém! Castelã da Tristeza, vês?…A quem?… -E o meu olhar é interrogador- Perscruto, ao longe, as sombras do sol-pôr… Chora o silêncio…nada…ninguém vem… Castelã da Tristeza, porque choras… Read More »

Crucificada – Poema da portuguesa Florbela Espanca

Amiga…noiva…irmã…o que quiseres! Por ti, todos os céus terão estrelas, Por teu amor, mendiga, hei-de merecê-las Ao beijar a esmola que me deres. Podes amar até outras mulheres! Hei-de compor, sonhar palavras belas, Lindos versos de dor só para elas, Para em lânguidas noites lhes dizeres! Crucificada em mim, sobre os meus braços, Hei-de poisar… Read More »

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha – Poema da portuguesa Florbela Espanca

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha, A essa hora dos mágicos cansaços, Quando a noite de manso se avizinha, E me prendesses toda nos teus barcos… Quando me lembra: esse sabor que tinha A tua boca… o eco dos teus passos… O teu riso de fonte… os teus abraços… Os teus beijos… a tua… Read More »