Category Archives: Luis Fernando Verissimo

A Russa do Maneco – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Todos ficaram muito intrigados quando o Maneco, logo o Maneco, apareceu com uma russa. Em pouco tempo “a russa do Maneco” se tornou o assunto principal da turma. Todas as conversas, cedo ou tarde, acabavam na frase “E a russa do Maneco?” e daí em diante não se falava em outra coisa. E, claro, quando… Read More »

A Dança da Maça – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Antônio chegou na hora marcada. Ainda tinha a chave do apartamento, mas preferiu bater. Luiza abriu a porta. Os dois se cumprimentaram secamente. – Oi. – Oi. Antônio fez um gesto indicando os dois homens que estavam com ele. Um senhor e um mais moço. – Este é o seu Molina e este… Como é… Read More »

A Rainha das Microondas – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Sérgio convidou Cláudia para jantar e disse que ele mesmo faria a comida. – O meu nhoque é famoso. – Quero só ver, riu a Cláudia. – Quarta-feira? – Quarta-feira. Na quarta-feira, Sérgio abriu a porta para Cláudia de avental. Explicou que não, não acabara de decapitar uma galinha. O sangue no avental não era… Read More »

A Mulher do Vizinho – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Sérgio abriu a porta e era a mulher do vizinho. A fantástica mulher do vizinho. A fantástica mulher do vizinho dizendo “Oi”. A fantástica mulher do vizinho perguntando, depois do “Oi”, se podia pegar uma toalha que tinha voado da sacada deles. “Sabe, o vento” – para a sacada dele. – Entre, entre, disse o… Read More »

A invenção do milênio – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Qual foi a maior invenção do milênio? Minha opinião mudou com o tempo. Já pensei que foi o sorvete, que foi a corrente elétrica, que foi o antibiótico, que foi o sufrágio universal, mas hoje ― mais velho e mais vivido ― sei que foi a escada rolante. Para muitas pessoas, no entanto, a invenção… Read More »

A Famosa Samanta – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

– Quer dizer que eu finalmente vou conhecer a famosa Samanta… ― disse Gustavo. – Você vai amar a Samanta, Gu! ― disse Suzaninha. Suzaninha não parara de sorrir desde que recebera o telefonema da irmã dizendo que chegaria no dia seguinte e ficaria com eles. Samanta não era apenas sua irmã mais velha. Era… Read More »

A Cigana Búlgara – Crônica de Luís Fernando Veríssimo

A família era tão grande que, quando contaram ao dr. Parreira que seu sobrinho Geraldo tinha viajado para a Europa, ele precisou ser lembrado: qual dos sobrinhos era, mesmo, o Geraldo? – O Geraldinho da Nena. Largou tudo e foi para a Europa. O dr. Parreira sorriu. Desde pequeno o Geraldinho, filho único de mãe… Read More »

Trisexual – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

As amigas se contavam tudo, tudo, do mais banal ao mais íntimo. Eram amigas desde pequenas e não passavam um dia sem se falar. Quando não se encontravam, se telefonavam. Cada uma fazia um relatório do seu dia e do seu estado, e não escapava uma ida ao super, um corrimento, uma indagação filosófica ou uma fofoca nova. Deus e todo o mundo, literalmente.

Provocações – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

“A primeira provocação ele agüentou calado. Na verdade, gritou e esperneou. Mas todos os bebês fazem assim, mesmo os que nascem em maternidade, ajudados por especialistas. E não como ele, numa toca, aparado só pelo chão. Outra provocação foi perder a metade dos seus dez irmãos, por doença e falta de atendimento. Não gostou nada… Read More »

Futebol de rua – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade,… Read More »