Category Archives: Mário Quintana

Nos salões do sonho – Poema de Mário Quintana

Mas vocês não repararam, não?! Nos salões do sonho nunca há espelhos… Por quê? Será porque somos tão nós mesmos Que dispensamos o vão testemunho dos reflexos? Ou, então – e aqui começa um arrepio – Seremos acaso tão outros? Tão outros mesmos que não suportaríamos a visão daquilo, Daquela coisa que nos estivesse olhando… Read More »

Canção de barco e de olvido – Poema de Mário Quintana

Para Augusto Meyer Não quero a negra desnuda. Não quero o baú do morto. Eu quero o mapa das nuvens E um barco bem vagaroso. Ai esquinas esquecidas… Ai lampiões de fins de linha… Quem me abana das antigas Janelas de guilhotina? Que eu vou passando e passando, Como em busca de outros ares… Sempre… Read More »

Os Hóspedes – Poema de Mário Quintana

Um velho casarão bem-assombrado aquele que habitei ultimamente. Não, não tinha disso de arrastar correntes ou espelhos de súbito partidos. Mas a linda visão evanescente dessas moças do século passado as escadas descendo lentamente… ou, às vezes, nos cantos mais escuros velhinhas procurando os seus guardados no fundo de uns baús inexistentes… E eu, fingindo… Read More »