Category: Millôr Fernandes

Jan 03

E o seu nível de corrupção, como vai? – Crônica de Millôr Fernandes

Dizem por ai que todo homem tem seu preço. Há quem vá mais longe afirmando que alguns homens são vendidos a preço de banana. Sempre esperei, na vida, o dia da Grande Corrupção, e confesso, decepcionado, que ele nunca veio. A mim só me oferecem causas meritórias, oportunidades de sacrifício, salvações da Pátria ou pura …

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Jan 03

Ladrões e como tratá-los – Crônica de Millôr Fernandes

Amigo meu surpreendeu um ladrão em casa. Desceu pé ante pé a escada e acendeu a luz da sala, rapidamente. O ladrão, ao ver a luz acesa, saiu correndo. Passou pela porta, saltou um muro, ganhou a rua. Meu amigo correu atrás do ladrão até a porta da rua e, para garantir-se da fuga do …

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Jan 03

Ser Gagá – Crônica de Millôr Fernandes

Ser Gagá não é viver apenas nos idos do passado: é muito mais! É saber que todos os amigos já morreram e os que teimam em viver, são entrevados. É sorrir, interminavelmente, não por necessidade interior, mas porque a boca não fecha ou a dentadura é maior do que a arcada. Ser Gagá é ficar …

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Nov 10

Poeminha de louvor ao “strip-tease” secular – Millôr Fernandes

Eu sou do tempo em que a mulher Mostrar o tornozelo Era um apelo! Depois, já rapazinho, vi as primeiras pernas De mulher Sem saia; Mas foi na praia! A moda avança A saia sobe mais Mostra os joelhos Infernais! As fazendas Com os anos Se fazem mais leves E surgem figurinhas Em roupas transparentes …

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Dec 15

O leão e o rato – Fábula de Millôr Fernandes

Depois que o Leão desistiu de comer o rato porque o rato estava com espinho no pé (ou por desprezo, mas dá no mesmo), e, posteriormente, o rato, tendo encontrado o Leão emvolvido numa rede de caça, roeu a rede e salvou o Leão (por gratidão ou mineirice, já que tinha que continuar a viver …

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Apr 11

Chapeuzinho Vermelho – conto de Millôr Fernandes

Era uma vez (admitindo-se aqui o tempo como uma realidade palpável, estranho, portanto, à fantasia da história) uma menina, linda e um pouco tola, que se chamava Chapeuzinho Vermelho. (Esses nomes que se usam em substituição do nome próprio chamam-se alcunha ou vulgo). Chapeuzinho Vermelho costumava passear no bosque, colhendo Sinantias, monstruosidade botânica que consiste …

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Apr 10

Frases de Millôr Fernandes

“Fiquem tranquilos os poderosos que têm medo de nós: nenhum humorista atira pra matar.” “O cadáver é que é o produto final. Nós somos apenas a matéria prima.” “O homem é o único animal que ri. E é rindo que ele mostra o animal que é.” “Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos …

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