Category Archives: Poesia

Estória de João-Joana – Cordel de Carlos Drummond de Andrade e Sérgio Ricardo

Meu leitor, o sucedido em Lajes do Caldeirão é caso de muito ensino, merecedor de atenção. Por isso é que me apresento fazendo esta relação. Vivia em dito arraial do país das Alagoas um rapaz chamado João cuja força era das boas pra sujigar burro bravo, tigres, onças e leoas. João, lhe deram este nome… Read More »

Impressões do gesto – Poema de Gilka Machado

A uma bailadeira A tua dança indefinida, que me retém extática, surpresa, guarda em si resumida a harmonia orquestral da natureza, a euritmia da Vida. (…) Danças, os membros novamente agitas, todo teu ser parece-me tomado por convulsões de dores infinitas… E desse trágico crescendo de gestos que enchem o silêncio de ais, vais smorzando,… Read More »

Cisnes – Soneto de Júlio Mário Salusse

A vida, manso lago azul algumas Vezes, algumas vezes mar fremente, Tem sido para nós constantemente Um lago azul, sem ondas sem espumas! Sobre ele, quando, desfazendo as brumas Matinais, rompe um sol vermelho e quente, Nós dois vagamos indolentemente, Como dois cisnes de alvacentas plumas! Um dia um cisne morrerá, por certo: Quando chegar… Read More »

Árvores do alentejo – Poema da portuguesa Florbela Espanca

Horas mortas… curvadas aos pés do Monte A planície é um brasido… e, torturadas, As árvores sangrentas, revoltadas, Gritam a Deus a bênção duma fonte! E quando, manhã alta, o sol postonte A oiro a giesta, a arder, pelas estradas, Esfíngicas, recortam desgrenhadas Os trágicos perfis no horizonte! Árvores! Corações, almas que choram, Almas iguais… Read More »

Castelã de tristeza – Poema da portuguesa Florbela Espanca

Altiva e couraçada de desdém, Vivo sòzinha em meu castelo: a Dor! Passa por ele a luz de todo o amor… E nunca em meu castelo entrou alguém! Castelã da Tristeza, vês?…A quem?… -E o meu olhar é interrogador- Perscruto, ao longe, as sombras do sol-pôr… Chora o silêncio…nada…ninguém vem… Castelã da Tristeza, porque choras… Read More »