Category: Poesia

Mar 17

A Carolina – poesia de Machado de Assis

Querida, ao pé do leito derradeiro Em que descansas dessa longa vida, Aqui venho e virei, pobre querida, Trazer-te o coração do companheiro. Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro Que, a despeito de toda a humana lida, Fez a nossa existência apetecida E num recanto pôs um mundo inteiro. Trago-te flores, — restos arrancados Da terra que …

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Mar 10

Quinze Anos – poesia de Machado de Assis

Oh! la fleur de l’Eden, pourquoi l’as-tu fannée, Insouciant enfant, belle Eve aux blonds cheveux! Alfred de Musset Era uma pobre criança… — Pobre criança, se o eras! — Entre as quinze primaveras De sua vida cansada Nem uma flor de esperança Abria a medo. Eram rosas Que a doida da esperdiçada Tão festivas, tão …

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Mar 08

Minha Desgraça – poema de Álvares de Azevedo

Minha desgraça não é ser poeta, Nem na terra de amor não ter um eco, E meu anjo de Deus, o meu planeta Tratar-me como trata-se um boneco… Não é andar de cotovelos rotos, Ter duro como pedra o travesseiro… Eu sei… O mundo é um lodaçal perdido Cujo sol (quem mo dera!) é o …

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Mar 08

Se Eu Morresse Amanhã – poema de Álvares de Azevedo

Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã, Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que doce n’alva Acorda ti natureza …

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Mar 05

Psicologia de um vencido – poema de Augusto dos Anjos

Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênesis da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Profundíssimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância… Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme — este operário das …

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Mar 05

Sal, Cal e Alho – Poema de Gregório de Matos

Sal, cal e alho Caiam no teu maldito caralho. Amém. O fogo de Sodoma e de Gomorra Em cinza te reduzam essa porra. Amém. Tudo em fogo arda, Tu, e teus filhos, e o Capitão da Guarda ___________________________________________________________________________ Este poema é uma singela homenagem ao então governador da Bahia, Câmara Coutinho, entre 1690 e 1694 …

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