O Tempo – Poema de Mário Quintana

By | December 24, 2013

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.




7 thoughts on “O Tempo – Poema de Mário Quintana

  1. wallace

    Lindo poema.
    Gostaria de fazer uma observação. No terceiro verso está escrito “de” no lugar de “se”. Dá pra entender o poema, mas seria bom que corrigissem. Abraços e ótimo site.

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  2. Alberto Centurião

    Esse texto é uma versão adulterada do poema SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS, de Mário Quintana, in Esconderijos do Tempo (1980 – L&PM):

    A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
    Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
    Quando se vê, já é 6ª-feira…
    Quando se vê, passaram 60 anos!
    Agora, é tarde demais para ser reprovado…
    E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
    eu nem olhava o relógio
    seguia sempre em frente…
    E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

    Reply
    1. Marcel

      Bem pontuado. Essa é umas das muitas versões não originais que circulam pela internet.

      Reply

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