Tag Archives: crônica de Rubem Braga

Um sonho de simplicidade – crônica de Rubem Braga

Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providencias a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei.… Read More »

Pensamentos em Itatiaia – crônica de Rubem Braga

Certamente ela desceu para este pomar, aventurou-se para junta da mata, ouviu cantar esses pássaros. E na varanda, de tarde, talvez tenha pensado em mim. De algum modo eu vivi aqui, eu existi um pouco nessas alturas há longos, longos anos. Só as árvores mais antigas poderiam saber esse velho segredo triste, esse amor que… Read More »

Os Teixeiras moravam em frente – crônica de Rubem Braga

Para não dar nome certo digamos assim: os Teixeiras moravam quase defronte lá de casa. Não tínhamos nada contra eles: o velho, de bigodes brancos, era sério e cordial e às vezes até nos cumprimentava com deferência. O outro homem da casa tinha uma voz grossa e alta, mas nunca interferiu em nossa vida, e… Read More »

Os sons de antigamente – crônica de Rubem Braga

Conta-se na família que, quando meu pai comprou a nossa casa de Cachoeiro esse relógio já estava na parede da sala; e que o vendedor o deixou lá, porque naquele tempo não ficava bem levar. (Hoje, meu Deus, carregam até a lâmpada de sessenta velas, até o bocal da lâmpada, deixam aquele fio solto no… Read More »

O crime (de plágio) perfeito – crônica de Rubem Braga

Aconteceu em São Paulo, por volta de 1933, ou 4. Eu fazia crônicas diárias no Diário de São Paulo e além disso era encarregado de reportagens e serviços de redação; ainda tinha uns bicos por fora. Fundou-se naquela ocasião um semanário humorístico. O Interventor, que depois haveria de se chamar O Governador. Seu dono era… Read More »