Tag Archives: Crônica de Sérgio Porto

Éramos mais unidos aos domingos – Crônica de Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)

As senhoras chegavam primeiro porque vinham diretas da missa para o café da manhã. Assim era que, mal davam as 10, se tanto, vinham chegando de conversa, abancando-se na grande mesa do caramanchão. Naquele tempo pecava-se menos, mas nem por isso elas se descuidavam. Iam em jejum para a missa, confessavam lá os seus pequeninos… Read More »

Prova Falsa – Crônica de Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)

Quem teve a idéia foi o padrinho da caçula – ele me conta. Trouxe o cachorro de presente e logo a família inteira se apaixonou pelo bicho. Ele até que não é contra isso de se ter um animalzinho em casa, desde que seja obediente e com um mínimo de educação. — Mas o cachorro… Read More »

Inferno nacional – Crônica de Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)

A historinha abaixo transcrita surgiu no folclore de Belo Horizonte e foi contada lá, numa versão política. Não é o nosso caso. Vai contada aqui no seu mais puro estilo folclórico, sem maiores rodeios. Diz que uma vez um camarada que abotoou o paletó. Em vida o falecido foi muito dado à falcatrua, chegou a… Read More »

A ignorância ao alcance de todos – Crônica de Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)

Todo dito popular funciona e ficaria o dito pelo não dito se os ditos ditos não funcionassem, dito o que, acrescento que há um dito que não funciona ou, melhor dito, é um dito que funciona em parte uma vez que, no setor da ignorância, o dito falha, talvez para confirmar outro velho dito: o… Read More »

Dois amigos e um chato – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

Os dois estavam tomando um cafezinho no boteco da esquina, antes de partirem para as suas respectivas repartições. Um tinha um nome fácil: era o Zé. O outro tinha um nome desses de dar cãibra em língua de crioulo: era o Flaudemíglio. Acabado o café o Zé perguntou: — Vais pra cidade? — Vou —… Read More »

O diário de Muzema – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

MUZEMA É UM bairrozinho pequeno e pacato, ali pelas bandas da Barra da Tijuca. Pertence à jurisdição da 32ª Delegacia Distrital e nunca dá bronca. Ou melhor, minto… não dava bronca porque esta que deu agora foi fogo. Diz que o delegado da 32ª estava em sua mesa de soneca tirando uma pestana, feliz com… Read More »

O sabiá do almirante – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

O almirante gostava muito de ir ao cinema na sessão de oito às dez. Era um Almirante reformado e muito respeitado na redondeza por ser bravo que só bode no escuro. Naquela noite, quando se preparava para ir pro cinema, a empregada veio correndo lá de dentro, apavorada: — Patrão, tem um homem no quintal.… Read More »