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Dec 04

Desencanto – Poema de Manuel Bandeira

Eu faço versos como quem chora De desalento, de desencanto Fecha meu livro se por agora Não tens motivo algum de pranto Meu verso é sangue , volúpia ardente Tristeza esparsa , remorso vão Dói-me nas veias amargo e quente Cai gota à gota do coração. E nesses versos de angústia rouca Assim dos lábios …

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