Tag: Poema de Florbela Espanca

Apr 12

Árvores do alentejo – Poema da portuguesa Florbela Espanca

Horas mortas… curvadas aos pés do Monte A planície é um brasido… e, torturadas, As árvores sangrentas, revoltadas, Gritam a Deus a bênção duma fonte! E quando, manhã alta, o sol postonte A oiro a giesta, a arder, pelas estradas, Esfíngicas, recortam desgrenhadas Os trágicos perfis no horizonte! Árvores! Corações, almas que choram, Almas iguais …

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Dec 06

A um moribundo – Poema da portuguesa Florbela Espanca

Não tenhas medo, não! Tranquilamente, Como adormece a noite pelo Outono, Fecha os teus olhos, simples, docemente, Como, à tarde, uma pomba que tem sono… A cabeça reclina levemente E os braços deixa-os ir ao abandono, Como tombam, arfando, ao sol poente, As asas de uma pomba que tem sono… O que há depois? Depois?…O …

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Nov 18

Crucificada – Poema da portuguesa Florbela Espanca

Amiga…noiva…irmã…o que quiseres! Por ti, todos os céus terão estrelas, Por teu amor, mendiga, hei-de merecê-las Ao beijar a esmola que me deres. Podes amar até outras mulheres! Hei-de compor, sonhar palavras belas, Lindos versos de dor só para elas, Para em lânguidas noites lhes dizeres! Crucificada em mim, sobre os meus braços, Hei-de poisar …

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Nov 14

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha – Poema da portuguesa Florbela Espanca

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha, A essa hora dos mágicos cansaços, Quando a noite de manso se avizinha, E me prendesses toda nos teus barcos… Quando me lembra: esse sabor que tinha A tua boca… o eco dos teus passos… O teu riso de fonte… os teus abraços… Os teus beijos… a tua …

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