Tag: Poema de Mário Quintana

Sep 13

Se eu fosse um padre – Poema de Mário Quintana

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões, não falaria em Deus nem no Pecado — muito menos no Anjo Rebelado e os encantos das suas seduções, não citaria santos e profetas: nada das suas celestiais promessas ou das suas terríveis maldições… Se eu fosse um padre eu citaria os poetas, Rezaria seus versos, …

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Aug 14

Obsessão do mar oceano – Poema de Mario Quintana

Vou andando feliz pelas ruas sem nome… Que vento bom sopra do Mar Oceano! Meu amor eu nem sei como se chama, Nem sei se é muito longe o Mar Oceano… Mas há vasos cobertos de conchinhas Sobre as mesas… e moças na janelas Com brincos e pulseiras de coral… Búzios calçando portas… caravelas Sonhando …

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Dec 24

O Tempo – Poema de Mário Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal… Quando se vê, já terminou o ano… Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Agora é …

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Dec 03

Quando eu me for – Poema de Mário Quintana

Quando eu me for, os caminhos continuarão andando… E os meus sapatos também! Porque os quartos, as casas que habitamos, Todas, todas as coisas que foram nossas na vida Possuem igualmente os seus fantasmas próprios, Para alucinarem as nossas noites de insônia!

Nov 07

Nos salões do sonho – Poema de Mário Quintana

Mas vocês não repararam, não?! Nos salões do sonho nunca há espelhos… Por quê? Será porque somos tão nós mesmos Que dispensamos o vão testemunho dos reflexos? Ou, então – e aqui começa um arrepio – Seremos acaso tão outros? Tão outros mesmos que não suportaríamos a visão daquilo, Daquela coisa que nos estivesse olhando …

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Oct 22

Canção de barco e de olvido – Poema de Mário Quintana

Para Augusto Meyer Não quero a negra desnuda. Não quero o baú do morto. Eu quero o mapa das nuvens E um barco bem vagaroso. Ai esquinas esquecidas… Ai lampiões de fins de linha… Quem me abana das antigas Janelas de guilhotina? Que eu vou passando e passando, Como em busca de outros ares… Sempre …

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Oct 05

Ah! Os relógios – Poema de Mário Quintana

Amigos, não consultem os relógios quando um dia eu me for de vossas vidas em seus fúteis problemas tão perdidas que até parecem mais uns necrológios… Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida – a verdadeira – em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade …

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Sep 19

Eu escrevi um poeminha triste – Mário Quintana

Eu escrevi um poema triste E belo, apenas da sua tristeza. Não vem de ti essa tristeza Mas das mudanças do Tempo, Que ora nos traz esperanças Ora nos dá incerteza… Nem importa, ao velho Tempo, Que sejas fiel ou infiel… Eu fico, junto à correnteza, Olhando as horas tão breves… E das cartas que …

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Sep 16

Os Hóspedes – Poema de Mário Quintana

Um velho casarão bem-assombrado aquele que habitei ultimamente. Não, não tinha disso de arrastar correntes ou espelhos de súbito partidos. Mas a linda visão evanescente dessas moças do século passado as escadas descendo lentamente… ou, às vezes, nos cantos mais escuros velhinhas procurando os seus guardados no fundo de uns baús inexistentes… E eu, fingindo …

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Sep 10

Os arroios – Poema de Mário Quintana

Os arroios são rios guris… Vão pulando e cantando dentre as pedras. Fazem borbulhas d’água no caminho: bonito! Dão vau aos burricos, às belas morenas, curiosos das pernas das belas morenas. E às vezes vão tão devagar que conhecem o cheiro e a cor das flores que se debruçam sobre eles nos matos que atravessam …

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