Verdades Inadiáveis – crônica de Leon Eliachar

By | March 21, 2013
  • O cigarro não provoca o câncer. O câncer, sim, é que vive provocando o cigarro.
  • O pior cego não é aquele que não quer ver: é aquele que não quer ser visto.
  • Pior do que a criança do vizinho só a nossa — segundo o nosso vizinho.
  • Um homem prevenido vale por dois, dois homens prevenidos não sobra nenhum.
  • Saca-rolha é esse instrumento que foi inventado pra empurrar a rolha para dentro da garrafa.
  • A alegria do geômetra é ver o círculo pegar fogo.
  • O que mais pesa em cima de um travesseiro é a consciência.
  • Só uma coisa o homem faz questão de acompanhar durante toda a sua vida com verdadeiro carinho: a queda dos cabelos.
  • Liberdade de imprensa é fácil. Difícil é ser jornalista livre.
  • Sogra é esse parente afastado que se torna cada vez mais próximo.
  • Como evoluiu a odontologia: cada dia se inventa um aparelho diferente pra provocar uma dor diferente.
  • Pai moderno é uma ilha de afeto cercada de contas por todos os lados.
  • Da discussão não nasce a luz, nasce a conta da luz.
  • A grande luta dos anunciantes de sabão em pó é querer tornar o seu branco mais branco que o do outro.
  • Faquir é esse sujeito que fica deitado sobre pregos pra ganhar o seu pão de cada 100 dias.
  • Pediatra é um sujeito de profissão difícil: tem de agradar as mães sem prejudicar a saúde das crianças.
  • O sim mais caro do mundo o homem deposita na igreja e a mulher fica sacando o resto da vida.
  • Agora que existe o parto sem dor só falta inventarem a conta com anestesia.
  • Marido é um homem que passa a metade da vida procurando uma mulher e a outra metade tentando livrar-se dela.
  • É mais cômodo ter três mulheres fora de casa do que um dentro.
  • Uma mulher é uma mulher, uma mulher, uma mulher. Às vezes, uma rosa.
  • O crime perfeito leva tanto tempo para ser planejado que às vezes o criminoso morre antes da vítima.
  • O chato da bebida não é o mal que ela nos pode trazer, são os bêbados que ela nos traz.
  • Não são o cavalheiros que estão acabando, é o “h” que já não se usa mais.

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