Category Archives: Aluísio Azevedo

Último Lance – Conto de Aluísio de Azevedo

Dez luízes!… Pesquisa e atualização ortográfica: Iba Mendes (2017)—Era tudo que lhe restava!… Eram as últimas moedas da larga e velha herança que até a ele chegara, escorrendo sonoramente, de degrau em degrau, por uma nobre escadaria de avós. Dez luízes!… E D. Filipe, depois de agitar na mão fidalga, as derradeiras moedas de ouro,… Read More »

Polítipo – Conto de Aluísio de Azevedo

Suicidou-se anteontem o meu triste amigo Boaventura da Costa. Pobre Boaventura! Jamais o caiporismo encontrou asilo tão cômodo para as suas traiçoeiras manobras como naquele corpinho dele, arqueado e seco, cuja exigüidade física, em contraste com a rara grandeza de sua alma, muita vez me levou a pensar seriamente na injustiça dos céus e na… Read More »

Filomena Borges – Conto de Aluísio de Azevedo

I Sabemos que é geral a ansiedade por descobrir o mistério em que se envolve a individualidade conhecida pelo nome que encima estas linhas. De há alguns dias conhecíamos parte do romance – se romance podemos chamar a uma história tristemente verdadeira – de que é heroína, protagonista, vítima, e não sabemos que mais, aquela… Read More »

A Serpente – Conto de Aluísio de Azevedo

João Brás foi jantar à Santa Teresa com o seu amigo Manuel Fortuna, como costumava fazer invariavelmente todos os domingos. Eram ambos do comércio: João guarda-livros e o outro estabelecido com uma loja de alfaiate. Grisalhando já entre os quarenta e os cinqüenta, não tinham eles todavia vinte anos quando se conheceram; e essa longa… Read More »

Músculos e Nervos – Conto de Aluísio Azevedo

Terminava a primeira parte do espetáculo, quando D. Olímpia entrou no circo, pelo braço do pai. Havia grande enchente. O público vibrava ainda sob a impressão do último trabalho exibido, que devia ter sido maravilhoso, porque o entusiasmo explodia por toda a platéia e de todos os lados gritavam ferozmente: “Scot! À cena Scot!” Dois… Read More »