Category Archives: Aluísio Azevedo

O macaco azul – Conto de Aluisio de Azevedo

Ontem, mexendo nos meus papéis velhos, encontrei a seguinte carta: Caro Senhor. Escrevo estas palavras possuído do maior desespero. Cada vez menos esperança tenho de alcançar o meu sonho dourado. – O seu macaco azul não me sai um instante do pensamento! É horrível! Nem um verso! Do amigo infeliz PAULINO Não parece um disparate… Read More »

Como o Demo as Arma – conto de Aluísio Azevedo

Teresinha era a flor das pequenas lá da fábrica. Todos lhe queriam bem. Ninguém como ela para saber guardar as conveniências e saber cumprir com os seus deveres sem fazer caretas de sacrifício. Vivia de cara alegre; tocava o seu bocado de piano; sabia arranjar desenhos para os seus bordados; tinha repentes de muita graça;… Read More »

Casas de Cômodos – Conto de Aluísio Azevedo

Há no Rio de Janeiro, entre os que não trabalham e conseguem sem base pecuniária fazer pecúlio e até enriquecer, um tipo digno de estudo – é o “dono de casa de cômodos”; mais curioso e mais completo no gênero que o “dono de casa de jogo”, pois este ao menos representa o capital da sua banca, suscetível de ir à glória, ao passo que o outro nenhum capital representa, nem arrisca, ficando, além de tudo, isento da pecha de mal procedido.

Aos Vinte Anos – Conto de Aluísio de Azevedo

Abri minha janela sobre a chácara. Um bom cheiro de resedás e laranjeiras entrou-me pelo quarto, de camaradagem com o sol, tão confundidos que parecia que era o sol que estava recendendo daquele modo. Vinham ébrios de Abril. Os canteiros riam pela boca vermelha das rosas ; as verduras cantavam, e a república das asas… Read More »