Category Archives: Crônica

A catástrofe – Crônica de Nelson Rodrigues

Um dia, Penteado entra em casa e encontra Clélia com febre. Pediu o termômetro emprestado no vizinho. Findos os três minutos, ergue o termômetro e verifica a temperatura: quarenta graus! Quase caiu para trás. No seu pânico, quis telefonar para a Assistência. Chamaram-no à razão: – Assistência pra febre? Sossega, Penteado, toma jeito! Não faltou… Read More »

A missa de sangue – Crônica de Nelson Rodrigues

Em vida de sua primeira mulher, foi a pérola dos maridos e, sobretudo, um monstro de fidelidade. Saía do trabalho, digamos, às seis horas. Às vezes, parava um segundo, tomava um cafezinho em pé e era só. Pendurava-se no primeiro bonde, com a ideia fixa de chegar em casa. Estavam casados há seis anos. Pois… Read More »

O travesseiro de Lenny Bruce – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

O cômico americano Lenny Bruce tinha um monólogo sobre pornografia e hipocrisia envolvendo os usos do travesseiro. Qualquer criança americana podia ver no cinema ou na TV um travesseiro sendo usado para sufocar alguém até a morte. Terror mesmo era quando o travesseiro aparecia numa cena como a que Bruce descrevia dramaticamente. Um homem aproxima-se… Read More »

Declaração de amor – Crônica de Clarice Lispector

Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de… Read More »

Biscoitos e pirâmides – Crônica de Fernando Sabino

Um dia, pouco antes de sua morte, Guimarães Rosa me telefonou para conversar, como acontecia de vez em quando, e bisbilhotou: – Que é que você está fazendo? Contei-lhe que estava no momento tentando transformar um conto numa pequena peça de teatro. O grande romancista, conforme já contei mais de uma vez e outros por… Read More »

Grunhido eletrônico – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

“Querida Arroba Misteriosa. Sim, aceito casar com você. Será que o nosso será o primeiro casamento a nascer neste chat site? Pode dar matéria em revista. Engraçado como são as coisas. Meus bisavós namoravam por correspondência. Foi um casamento arranjado pela família, a parte que emigrou e a parte que ficou na Europa. Só se… Read More »