Category Archives: Gilberto Freyre

O negro velho que andava em fogo vivo – Gilberto Freyre

Não me esquecerei nunca do negro velho que noite de São João andava em fogo: atravessava de pés nus e a passo quase de procissão, de tão vagaroso, a fogueira do santo onde depois se assavam milhos e batatas-doces, para regalo dos meninos e da própria gente grande. Chamava-se Manuel: Manuel de quê, já não… Read More »

O vulto do salão nobre – Gilberto Freyre

Dizem de certas casas encantadas que suas assombrações têm um ciclo parecido com o do chamado “espectro” — espectro retórico e não psíquico — das secas do Nordeste. As quais têm aparecido com uma regularidade terrível na paisagem e na vida desta infeliz região pastoril do Brasil. Quando uma assombração cíclica aparece é que a… Read More »

A velha branca e o bode vermelho – Gilberto Freyre

Onde hoje está o Country Club de Recife, na estrada dos Aflitos, perto do antigo ponto de parada do Arraial, foi, até os princípios do século, um dos mais vastos sítios da cidade. Tão grande que, indo do ponto de parada ao sobrado amarelo onde há trinta e tantos anos se instalou o Clube Náutico,… Read More »

O adolescente que assassinou a namorada – Gilberto Freyre

Foi no princípio do século. Um adolescente assassinou a namorada ao pé da escada de velho sobrado de São José. Dizem que a menina caiu morta cheia de sangue, nos primeiros degraus. Agarrou-se ao corrimão, chamando pela mãe e pedindo água. O sobrado continua o mesmo. A escada também. E toda noite range como deve… Read More »

Doutores e assombrações – Gilberto Freyre

Doutores e assombrações, inclusive certa “mensagem” de Raul Pompéia morto, para Martins Júnior, vivo. Pelos fins do século passado e começos do atual um dos sólidos homens de negócios da praça do Recife era o D. Pertencia ao número de negociantes que os jornais daqueles dias costumavam denominar “conceituados”. Apenas em vez de pertencer à… Read More »