Category Archives: Lima Barreto

Academia Comercial – Crônica de Lima Barreto

Alguns homens de boa vontade resolveram fundar nesta cidade um alto estabelecimento de instrução comercial. É intuito deles banir do seu ensino todo o pedantismo, todo o luxo teórico; fazê-lo prático, moderno, à americana. De tal modo o querem que, ao fim de um curso de pequena duração, o aluno poderá, sem dificuldades e hesitações,… Read More »

Mambembes – Crônica de Lima Barreto

Com um vocábulo de origem duvidosa — mambembe —, é costume se depreciar as companhias dramáticas do interior. Há nisso uma flagrante injustiça, pois vai em tal depreciação um lastimável esquecimento dos serviços que essas companhias têm prestado ao nosso teatro e à nossa cultura em geral. Sem temor de errar, pode-se dizer que as… Read More »

Uma academia da roça – Conto de Lima Barreto

Na botica do Segadas — Farmácia Esperança — que pompeava a sua enorme tabuleta, na principal rua de Itaçaraí, cidade do estado de…, cabeça da respectiva comarca, reunia-se todas as tardes um grupo seleto dos habitantes do lugarejo, para discutir letras, filosofia e artes. Era esse grupo formado das seguintes pessoas: doutor Aristogen Tebano das… Read More »

Lourenço, o Magnífico – Conto de Lima Barreto

I QUEM CONHECEU, antes de 1914, o corretor Lourenço Caruru, hoje não o conhecerá mais. Lembram-se todos que ele ia ali, ao Colombo, todas as tardes, tomar um ou dois cock-tails; e, se lhe apareciam amigos, logo raspava-se para não pagar mais. Tinha horror aos filantes; hoje, ele os procura, mas aos de alta escola… Read More »

O tal negócio de “Prestações” – Conto de Lima Barreto

O SENHOR JOSÉ DE ANDRADE era contramestre de uma oficina do Estado, situada nos subúrbios. Era ele o único homem da casa, pois, do seu casamento com dª Conceição, só lhe nasceram filhas, que eram quatro: Vivi, Loló, Ceci e Lili. Era homem morigerado, sem vícios, exemplar chefe de família, que ele governava com acerto… Read More »

Harakashy e as escolas de Java – Conto de Lima Barreto

Na minha peregrinação sentimental por este mundo, fui ter, não sei como, à cidade de Batávia, na ilha de Java. É fama que os franceses ignoram sobremodo a geografia; mas estou certo de que, entre nós, pouca gente tem notícias seguras dessa ilha e da capital das Índias Neerlandesas. É pena, pois é da terra um dos recantos mais originais e cheios de surpreendentes mistérios que se vão aos poucos desvendando aos olhos atônitos da nossa pobre humanidade.