Category Archives: Luis Fernando Verissimo

Contabilidade tétrica – Artigo de Luis Fernando Veríssimo

Quem defende as barbaridades cometidas pelo o regime militar no Brasil costuma invocar os mortos pela ação dos que contestavam o regime. Assim, reduz-se tudo a uma contabilidade tétrica: meus mortos contra os seus. Pode-se discutir se a luta armada contra o poder ilegítimo foi uma opção correta ou não, mas não há equivalência possível… Read More »

Eca! – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Um hipotético visitante extraterreno teria dificuldade em acompanhar uma refeição da nossa espécie sem ter ânsias de vômito. Sendo um ser hipoteticamente perfeito, que só se alimenta de um límpido líquido azul, nosso visitante não entenderia como os alemães conseguem comer repolhos azedos com tanta alegria e por que os americanos chamam o pepino estragado… Read More »

Arrependimento – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Ironia climática: em meio a uma das maiores estiagens da nossa História, estreia no Brasil o filme Noé, sobre o Dilúvio. Noé, filho de Lameque, é uma das figuras mais controvertidas da Bíblia. Na verdade, a Bíblia mal começa e já nos apresenta seus dois personagens mais intrigantes, Caim e Noé. É evidente, pelo que… Read More »

Estranhas Conexões – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Aquela teoria de que no máximo seis graus separam qualquer pessoa de qualquer outra pessoa no mundo, viva ou morta, pode levar a conexões surpreendentes. Quem se lembra de uma musica cantada pelo Sacha Distel num filme da Brigitte Bardot, se não me falham os neurônios, chamada Scoubidou (“Les pommes, les poires et les scoubidoubidou-ah”),… Read More »

Frases – Artigo de Luis Fernando Veríssimo

O Nietzsche tem uma frase terrível que Harold Bloom usou como epígrafe do seu livro Shakespeare – A Invenção do Humano: “Aquilo para o qual encontramos palavras é algo que já morreu em nossos corações”. Estranho pensamento (significando, se não me falha a interpretação, que só podemos falar ou escrever sobre o que não nos… Read More »

Primeirona – Artigo de Luis Fernando Veríssimo

O poeta inglês Rupert Brooke morreu durante a Primeira Guerra Mundial. Era moço, bonito e um poeta passável. Morreu em 1915, um ano depois do começo da guerra. Num dos seus poemas, intitulado O Soldado, ele tinha escrito: “Se eu morrer, pense apenas isto de mim. Que há uma cova num campo estrangeiro que será,… Read More »

A beleza maior – Artigo de Luis Fernando Veríssimo

A beleza da Itália conspira contra os seus cineastas. Por mais dramáticos que sejam os filmes, eles serão sempre, antes de qualquer outra coisa, belos folhetos turísticos. E, por mais que tentem retratar a crise moral do nosso tempo, sempre acabam retratando um estilo de vida invejável, uma doce crise. Você saía do filme seminal… Read More »

Hollande, nosso herói – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Acho que falo por todos os gordinhos sem graça do mundo, por todos os homens por quem ninguém dá nada, todos os com cara daqueles tios que nas festas de família ficam num canto e nem os cachorros lhes dão atenção, ou fazem xixi no seu sapato, todos os que se apaixonam mas não têm… Read More »