Category Archives: Manuel Bandeira

Os voluntários do Norte – Manuel Bandeira

“São os do Norte que vêm” Tobias Barreto Quando o menino de engenho Chegou exclamando: – “Eu tenho, Ó Sul, talento também!”, Faria, gesticulando, Saiu à rua gritando: – “São os do Norte que vêm!” Era um tumulto horroroso! – “Que foi?” indagou Cardoso Desembarcando de um trem. E inteirou-se. Senão quando, Os dois saíram… Read More »

Chanson des petits esclaves – Manuel Bandeira

Constellations Maîtresses vraiment Trop insouciantes O petits esclaves Secouez vos chaînes Les cieux sont plus sombres Que les beaux miroirs Finis les tracas Finie toute peine. O petits esclaves Black-boulez les reines La folle journée J’aurai vite fait D’avoir mis d’emblée Toutes les sirènes Sous mes arrosoirs Car voici demain O petits esclaves Secouez vos… Read More »

Oração a Nossa Senhora da Boa Morte – Manuel Bandeira

Fiz tantos versos a Teresinha… Versos tão tristes, nunca se viu! Pedi-lhe coisas. O que eu pedia Era tão pouco! Não era glória… Nem era amores… Nem foi dinheiro… Pedia apenas mais alegria: Santa Teresa nunca me ouviu! Para outras santas voltei os olhos. Porém as santas são impassíveis Como as mulheres que me enganaram.… Read More »

Marinheiro triste – Poema de Manuel Bandeira

Marinheiro triste Que voltas para bordo Que pensamentos são Esses que te ocupam? Alguma mulher Amante de passagem Que deixaste longe Num porto de escala? Ou tua amargura Tem outras raízes Largas fraternais Mais nobres mais fundas? Marinheiro triste De um país distante Passaste por mim Tão alheio a tudo Que nem pressentiste Marinheiro triste… Read More »

O Enterro do Sinhô – Crônica de Manuel Bandeira

J. B. SILVA, o popular Sinhô dos mais deliciosos sambas cariocas, era um desses homens que ainda morrendo da morte mais natural deste mundo dão a todos a impressão de que morreram de acidente. Zeca Patrocínio, que o adorava e com quem ele tinha grandes afinidades de temperamento, era assim também: descarnado, lívido, frangalho de… Read More »