Tag Archives: Conto de Monteiro Lobato

Anta que berra – Conto de Monteiro Lobato

História propriamente não é o que vou contar, mas simples episódio — coisa de um aparte inocente que atrapalhou a façanha narrada pelo meu saudoso amigo major Pedro Falaverdade, de Itaquaquecetuba. Apesar de grande caçador o meu amigo não mentia: atrapalhava-se às vezes, confundia uma caçada com outra: mas mentir deliberadamente, como a maioria dos… Read More »

A vida em Oblivion (Os três livros) – Conto de Monteiro Lobato

1908 A cidadezinha onde moro lembra soldado que fraqueasse na marcha e, não podendo acompanhar o batalhão, à beira do caminho se deixasse ficar, exausto e só, com os olhos saudosos pousados na nuvem de poeira erguida além. Desviou-se dela a civilização. O telégrafo não a põe à fala com o resto do mundo, nem… Read More »

A rã sábia – Fábula de Monteiro Lobato

Como a onça estivesse para casar-se, os animais todos andavam aos pulos, radiantes, com olho na festa prometida. Só uma velha rã sabidona torcia o nariz àquilo. O marreco observou-lhe o trejeito e disse: — Grande enjoada! Que cara feia é essa, quando todos nós pinoteamos alegres no antegozo do festão? — Por um motivo… Read More »

O casamento da Emília – Conto de Monteiro Lobato

Durou uma semana o noivado de Emília. Todas as tardes, trazido à força por Pedrinho, aparecia o Marquês de Rabicó para visitar a noiva, e tinha de ficar meia hora na sala, contando casos e dizendo palavras de amor. Mas apesar de noivo o Rabicó não perdia os seus instintos. Logo que entrava punha-se a… Read More »

O sabiá na gaiola – Fábula de Monteiro Lobato

Que triste destino o meu, nesta prisão toda a vida. E que saudades dos bons tempos de outrora, quando minha vida era um contínuo pular de galho em galho em procura das laranjas mais belas. Madrugador, quem primeiro saudava a luz da manhã era eu, como era eu o último a despedir-me do sol à tardinha, cantava e era feliz.