Tag Archives: crônica de Carlos Drummond de Andrade

Ciao – Crônica de Carlos Drummond de Andrade

Há 64 anos, um adolescente fascinado por papel impresso notou que, no andar térreo do prédio onde morava, um placar exibia a cada manhã a primeira página de um jornal modestíssimo, porém jornal. Não teve dúvida. Entrou e ofereceu os seus serviços ao diretor, que era, sozinho, todo o pessoal da redação. O homem olhou-o,… Read More »

Furto de flor – Crônica de Carlos Drummond de Andrade

Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida. Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor… Read More »

O carro, a jardineira, a calçada – Crônica de Carlos Drummond de Andrade

No momento, a situação nas calçadas de Copacabana está mais ou menos refletida neste diálogo de mil vozes: — Ei, tira essa jardineira daí. — Pra botar cano no lugar dela? — Tira também o carro, ué. — Pra botar aonde? Noutra calçada? — Melhor deixar a jardineira e o carro, cada um na sua… Read More »