Tag Archives: Crônica de Fernando Sabino

Em Londres, como os ingleses – Crônica de Fernando Sabino

QUANDO cheguei a Londres, fui acolhido pelo frio mais miserável. Andava pelas ruas debaixo de um grosso sobretudo, mas um vento gelado penetrava pelas mangas e corria-me pelo corpo. Dentro de casa, pouco adiantavam os recursos mecânicos com que se tenta contrariar a natureza: o sistema de aquecimento, quando funcionava, funcionava demais, esquentando como um… Read More »

A mulher vestida – Crônica de Fernando Sabino

Eu estava num centro comercial de Copacabana e era sábado, pouco depois do meio-dia. Às tantas, comecei a ouvir uma martelação de ensurdecer. O dono de uma lojinha de sapatos para senhoras chegou-se à porta, assustado: – Que será isso? E saiu pelo corredor a investigar. Caminhávamos na mesma direção e logo descobrimos que o… Read More »

Roteiro de Hong-Kong – Crônica de Fernando Sabino

A princípio, foi apenas certo desânimo. Depois, o tédio universal diante de todas as coisas. Finalmente o que Unamuno chamava de sentimiento trágico de la vida. De súbito minha cabeça explodiu. Dor de cabeça, dor no corpo, nas juntas. Tosse. Nariz entupido, tosse, calafrios. Vertigem. Enjôo, astenia (tosse), sonolência, pesadelo. Na boca, gosto de ferrugem,… Read More »

Ao bom bebedor meia garrafa basta – Crônica de Fernando Sabino

A primeira vez que provei bebida alcoólica foi aos 11 anos. Estávamos acantonados nos galpões vazios da antiga Feira de Amostras, ali onde é hoje o Aeroporto Santos Dumont. Havia latas de doce vazias, invólucros sem conteúdo, rótulos sem produto — restos da última exposição: nada que satisfizesse a nossa gula. Em companhia de outro… Read More »