Tag Archives: Crônica de João Ubaldo Ribeiro

Alandelão de La Patrie – Crônica de João Ubaldo Ribeiro

Não entendo aquele que aprecia o boi. Aqui se criava antigamente muito guzerá, que para mim tem a cara de ordinário, mentiroso, criminoso e cínico. Inclusive, a maioria possui olheiras, mostrando que são perversos devassos de pouca confiança. O sujeito que já se viu no pasto, ou mesmo no cercado, na companhia de um guzerá,… Read More »

Mais um diário de mamãe – Crônica de João Ubaldo Ribeiro

Querido Diário, No tempo do Coelho Neto, não tinha churrascaria, tinha? Claro que não. Não tinha nem churrascaria nem dia das mães e, portanto, ele não entendia nada de padecer no paraíso, nessa época era moleza. E este ano, para variar, está prometendo, vai ser mais um dia das mães inesquecível. Não quanto ao local… Read More »

Soluções radicais – Crônica de João Ubaldo Ribeiro

Parece que todo mundo saiu da cidade no feriadão, de forma que a rua está quase silenciosa, vazia de carros e mesmo de passantes, o desfile feminino é apenas uma sombra do costumeiro e houve quem temesse falta de quórum no boteco. Seus frequentadores mais fiéis, contudo, consideram meio vulgar esse negócio de viajar no… Read More »

Do diário do coroa – Artigo de João Ubaldo Ribeiro

Querido Diário, Acabou o ano, o tempo passa cada vez mais depressa. Hoje vai aparecer ainda mais gente, lá no boteco. Já viraram tradição da casa os cumprimentos de fim de ano, bons desejos, muita paz, muita saúde, essas frescuras automáticas que todo mundo diz da boca para fora e em que ninguém presta atenção.… Read More »

O futuro do futebol – Crônica de João Ubaldo Ribeiro

Itaparica sempre marcou presença no futebol nacional e aí está Obina, que não me deixa mentir. Quando eu era jovem, no distante século passado, cheguei a envergar a gloriosa camisa 2 do São Lourenço, sob a alcunha de Delegado, a mim aposta pelo técnico Hélio Gaguinho em alusão a meu eficaz policiamento da grande área… Read More »

Preservando as espécies – Crônica de João Ubaldo Ribeiro

Em Itaparica, não existe muita preocupação com esse negócio de privacidade, visto que, desde o tempo em que a luz era desligada pela prefeitura às dez horas da noite, o sabido saía com a moça, se esgueirando entre os escurinhos do Jardim do Forte e, no dia seguinte, na quitanda de Bambano, o fato já tinha alcançado ampla repercussão, com fartura de pormenores.