Tag Archives: Crônica de Sérgio Porto

Por Vários Motivos Principais – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

Durante uma recepção elegante, a flor dos Ponte Pretas estava a mastigar o excelente jantar, quando uma senhora que me fora apresentada pouco antes disse que adorou meus livros e que está ávida de ler o próximo. – Como vai se chamar? Fiquei meio chateado de revelar o nome do próximo livro. Ela podia me… Read More »

A Batalha do Leblon – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

FOI à noitinha, aí por volta das 20 horas, que a notícia correu pelas esquinas do Leblon, ganhou amplitude, espalhou-se pelo bairro e foi explodir como uma bomba na Delegacia de Polícia. Os bichos do circo armado perto da pracinha tinham picado a mula. Foi aí que começou a ignorância. O delegado não estava, é… Read More »

O Padre e o Busto – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

O NOME do padre é William. É William Graham. Este padre vem de iniciar uma campanha na Inglaterra pela moralização dos costumes, depois de verificar, em Hyde Park, os beijos que trocavam casais de jovens londrinos. O reverendo Billy Graham, como é mais conhecido, depois de andar espiando, lança a campanha e presta declarações à… Read More »

O Grande Mistério – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

Há dias já que buscavam uma explicação para os odores esquisitos que vinham da sala de visitas. Primeiro houve um erro de interpretação: o quase imperceptível cheiro foi tomado como sendo de camarão. No dia em que as pessoas da casa notaram que a sala fedia, havia um soufflé de camarão para o jantar. Daí…… Read More »

História de um Nome – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

No capítulo dos nomes difíceis têm acontecido coisas das mais pitorescas. Ou é um camarada chamado Mimoso, que tem físico de mastodonte, ou é um sujeito fraquinho e insignificante chamado Hércules. Os nomes difíceis, principalmente os nomes tirados de adjetivos condizentes com seus portadores, são raríssimos, e é por isso que minha avó a paterna… Read More »

Certas Esperanças – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

É preciso — é mais do que preciso, é forçoso — dar boas festas, trocar embrulhinhos, querer mais intensamente, oferecer com mais prodigalidade, manter o sorriso e, acima de tudo, esquecer tristezas e saudades. Façamos um supremo esforço para lembrar e sermos lembrados, porque assim manda a tradição e é difícil esquecer à tradição. Enviemos… Read More »

A ignorância ao alcance de todos – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

Todo dito popular funciona e ficaria o dito pelo não dito se os ditos ditos não funcionassem, dito o que, acrescento que há um dito que não funciona ou, melhor dito, é um dito que funciona em parte uma vez que, no setor da ignorância, o dito falha, talvez para confirmar outro velho dito: o… Read More »

Zezinho e o Coronel – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

O Coronel Iolando sempre foi a fera do bairro. Quando a patota do Zezinho era tudo criança, jogar futebol na rua era uma temeridade, porque o Coronel, mal começava a bola a rolar no asfalto, saía lá de dentro de sabre na mão e furava a coitadinha. Teve um dia que Zezinho vinha atacando pela… Read More »

A velhinha contrabandista – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega… Read More »