Tag Archives: Poema de Mário Quintana

Inscrição para um portão de cemitério – Poema de Mário Quintana

Na mesma pedra se encontram, Conforme o povo traduz, Quando se nasce – uma estrela, Quando se morre – uma cruz. Mas quantos que aqui repousam Hão de emendar-nos assim: “Ponham-me a cruz no princípio… E a luz da estrela no fim!”     407 Visualizações

Este nosso mundo – Poema de Mário Quintana

Sentiu Adão que alguém se aproximava silenciosamente E lhe tapava os olhos com carinho! “Adivinha quem é, meu queridinho?!” Quem mais podia ser senão a sua doce, a sua querida Evinha? Adão sorriu com aquela brincadeira. Voltou a sorrir-se para ela… Mas não: A voz que ouvira não era dela, mas a voz sinuosa da… Read More »

Virá bater à nossa porta? – poema de Mário Quintana

Esse tropel de cascos na noite profunda Me enche de espanto, amigo… Pois agora não existem mais carros de tração animal. É com certeza a morte no seu carro fantasma Que anda a visitar seus doentes pela cidade.. Será ela? Virá acaso bater à nossa porta? Mas os fantasmas não batem; eles atravessam tudo silenciosamente,… Read More »

A rua dos cataventos II – Poema de Mário Quintana

Para Érico Veríssimo O dia abriu seu pára-sol bordado De nuvens e de verde ramaria. E estava até um fumo, que subia, Mi-nu-ci-o-sa-men-te desenhado. Depois surgiu, no céu azul arqueado, A Lua – a Lua! – em pleno meio-dia. Na rua, um menininho que seguia Parou, ficou a olhá-la admirado… Pus meus sapatos na janela… Read More »