Namoro a Cavalo – Poema de Álvares de Azevedo

Eu moro em Catumbi. Mas a desgraça Que rege minha vida malfadada, Pôs lá no fim da rua do Catete A minha Dulcinéia namorada. Alugo (três mil-réis) por uma tarde Um cavalo de trote (que esparrela!) Só para erguer meus olhos suspirando À minha namorada na janela… Todo o meu ordenado vai-se em flores E … Ler mais

É ela! – Poema de Álvares de Azevedo

É ela! é ela! — murmurei tremendo, e o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi… minha fada aérea e pura — a minha lavadeira na janela. Dessas águas furtadas onde eu moro eu a vejo estendendo no telhado os vestidos de chita, as saias brancas; eu a vejo e suspiro enamorado! … Ler mais

Minha Desgraça – poema de Álvares de Azevedo

Minha desgraça não é ser poeta, Nem na terra de amor não ter um eco, E meu anjo de Deus, o meu planeta Tratar-me como trata-se um boneco… Não é andar de cotovelos rotos, Ter duro como pedra o travesseiro… Eu sei… O mundo é um lodaçal perdido Cujo sol (quem mo dera!) é o … Ler mais

Se Eu Morresse Amanhã – poema de Álvares de Azevedo

Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã, Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que doce n’alva Acorda ti natureza … Ler mais