Category Archives: Crônica

Dona Noca – Crônica de Rachel de Queiróz

Quem me apresentou a dona Noca foi dona Inês Corrêa de Araújo, pernambucana de velha estirpe, mulher de cultura que — coisa rara — tem sabido dar oportunidade a essa cultura; career-woman de vontade férrea e tremenda capacidade de trabalho, muito bem disfarçadas, entretanto, sob o seu agradabilíssimo exterior de grande dama. Pois foi dona… Read More »

Réquiem para os bares mortos – Crônica de Paulo Mendes Campos

Me perdia muito pelas grutas sombrias dos bares. À noite, conchas iluminadas, a ressoar em profundezas submarinas. Hoje sou um homem derramado. Fugindo à tempestade, entrei uma vez no Nacional, e lá se erguia – portentosa figura – um velho, alto e cavo, a recitar os sonetos de Mallarmé. Foi uma visão dura, hermética, definitiva.… Read More »

Tudo que o mestre fizer – Cronica de Carlos Eduardo Novaes

O Capitão passou a utilizar o twitter forçado pelas circunstancias. Depois de recuperado da cirurgia poderia ter deixado o aplicativo de lado mas ao perceber que era a plataforma preferida de Trump para governar seu país, mais do que depressa resolveu manter a “trincheira”. A partir daí foi seguindo religiosamente as decisões do presidente americano… Read More »

Não traiam o Machado – Crônica de Otto Lara Resende

Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de Dom Casmurro, na prova de Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do… Read More »

Palavras inventadas – Crônica de Otto Lara Resende

Se fosse no tempo do prof. Castro Lopes e se dependesse de sua vontade, lobismo e lobista jamais teriam licença de entrar na nossa língua. E muito menos no dicionário. Castro Lopes combatia sem trégua os partidários dos barbarismos. Em particular os galiciparlas recorriam ao francês, língua da moda. Caricaturado na peça O carioca, em… Read More »

A velhinha contrabandista – Crônica de Stanislaw Ponte Preta

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega… Read More »