O cemitério de estrelas – Artigo de Arnaldo Jabor

Meu Deus, que saudade do cinema! Que saudade do sonho, da utopia fílmica dos anos 50 e 60, sacralizada pelo Cahiers du Cinéma e pelos círculos de fumaça dos “Gitanes” sem filtro. Atualmente, a cinefilia soa como um vício sexual. Hoje o cinema é nu. Está exposto nas lojas, feiras e bancas de jornais, na … Ler mais

Cem anos de Marcel Proust – Artigo de Arnaldo Jabor

Há cem anos, saiu o primeiro livro de Tempo Perdido de Proust, comemorou outro dia o proustiano fita azul Mario Sergio Conti. Também já escrevi aqui sobre esse gênio raro e volto hoje, citando-me, apesar de “citação em boca própria ser vitupério”. Sim, eu confesso que custei a ler Proust, e até 2007 só conhecia … Ler mais

Vinte anos sem Fellini – Artigo de Arnaldo Jabor

Fellini morreu há vinte anos. Tinha recebido o Oscar pelo conjunto da obra, mas sua vida estava acabando. Logo depois, teve um infarto e foi-se. Giulietta Masina, sua mulher por 50 anos, já estava doente e morreu logo depois dele. Já faz vinte anos. Tudo agora faz vinte anos e parece outra era, a era … Ler mais

Republicanos: os homens-bomba da América – Artigo de Arnaldo Jabor

Estamos vendo hoje a loucura da América republicana. Eles topam destruir o país para impedir um bom governo para o Obama. Os republicanos estão provando que são os homens-bomba americanos. Morrem junto com o calote da dívida, com a crise profunda que estão programando, mas nem se tocam. Não conseguem aceitar o plano de saúde, … Ler mais

Além da linha vermelha – Artigo de Arnaldo Jabor

Cresce a paranoia. A Al-Qaeda já domina rebeldes sírios. No Quênia, explodiu o shopping. Surgem ataques espontâneos, individuais, no Ocidente. Nigéria, Somália, Sudão, a polícia da Casa Branca mata uma mulher ao volante. O terror cresce sob os olhos impotentes dos “cães infiéis” – nós. Os atentados, desde o 11 de setembro, foram parte de … Ler mais

O estilo é o homem? – Artigo de Arnaldo Jabor

Meu Deus do céu! Estou revendo as provas de meu próximo livro de artigos. Vai sair pela Editora Objetiva. Rever textos é duro; todos os deslizes da vaidade aparecem ali, na cara. O desejo de bancar o inteligente, de parecer mais culto, a vontade do roubo, do plágio, ficam visíveis, em flor. E os adjetivos? … Ler mais

Lula vem ou não vem? – Artigo de Arnaldo Jabor

Lula era linear. Dilma tem um desenho mais complicado. Lula era mais fácil de criticar, pois seu erro era mais nítido, óbvio, em sua carreira oportunista de ser um santo rei no País. Dilma é mais neurótica; não tem aquela solidez obstinada dos proletários que sobem na vida.

A Primavera podre – Artigo de Arnaldo Jabor

Estou no Egito em 1995 – como contei aqui uma vez. Arrasto-me por dentro de um túnel estreito, em direção ao remoto fundo da pirâmide, o túmulo do faraó Quefrem. São 50 metros a percorrer nesse buraco de tatu milenar. Um mendigo rasteja atrás de mim gemendo “batkisk, batkish!” – que quer dizer “esmola”. Sou … Ler mais

A rara flor da poesia – Artigo de Arnaldo Jabor

Vi o filme novo de Bruno Barreto, Flores Raras, previsto para entrar em cartaz esta semana. Uma história de amor entre duas mulheres nos anos 50/60 no Rio. O filme tem uma delicadeza rara hoje em nosso cinema, cheio de neochanchadas para arrasar quarteirões e embrutecer mais ainda o imaginário das plateias. Flores Raras não; … Ler mais

A mãe de todas as bombas – Artigo de Arnaldo Jabor

Você está andando pela rua e de repente uma imensa tempestade de luz cai sobre sua cabeça, como o sol despencando do céu. Você não sabe o que é, nem vai saber nunca porque você derreteu como um sorvete em 2 segundos. Fica um lago de seu corpo em volta de seus sapatos, enquanto a … Ler mais

Acabou a “pax lulista” – Artigo de Arnaldo Jabor

De repente, do momento imóvel fez-se o drama. Assim, com um verso de Vinicius, podemos descrever o que temos pela frente. Não mais a paralisia do País, tão do agrado da “aliança para o atraso” que rege o Brasil há dez anos. Parecia que tinham conseguido o milagre da exclusão da sociedade. De repente, não … Ler mais

Um artigo otimista – Arnaldo Jabor

O mundo está pirado. Essa perplexidade provoca a busca de novos procedimentos, de novas ideologias, de uma análise mais cética diante de velhas certezas. “As ideias não correspondem mais aos fatos”, cantou Cazuza, há 25 anos. Adoro essa frase. Os fatos de hoje são muito mais complexos do que as interpretações que eram disponíveis, entre … Ler mais