Category Archives: Rubem Fonseca

O Brinco de Pérola – Conto de Rubem Fonseca

Nunca quis receber adiantamento, isso que no métier literário se chama advance. Mas recebi para escrever um conto. Escrever é uma coisa simples e fácil, é usar sinais (letras, palavras etc.) para exprimir uma ideia, um conhecimento, uma informação, uma opinião, um plano. Mas neste momento, e já há algum tempo, não tenho nenhuma ideia… Read More »

Incorpóreo – Conto de Rubem Fonseca

Ser milionário tem as suas vantagens. A principal é poder satisfazer seus desejos, suas aspirações, suas vontades. Sou um milionário, não pertenço à petite bourgeoisie, classe social que, segundo Karl Marx e os teóricos marxistas, incluía comerciantes e profissionais liberais. A pequena burguesia é diferente da classe capitalista. E a classe capitalista tem vários níveis.… Read More »

A Confraria dos Espadas – Conto de Rubem Fonseca

Fui membro da Confraria dos Espadas. Ainda me lembro de quando nos reunimos para escolher o nome da nossa Irmandade. Argumentei, então, que era importante para nossa sobrevivência que tivéssemos nome e finalidade respeitáveis, dei como exemplo o que ocorrera com a Confraria de São Martinho, uma associação de apreciadores de vinho que, como o… Read More »

A literatura de ficção morreu? – Rubem Fonseca

Muito antes de publicar o meu primeiro livro eu já ouvia dizer que o romance e o conto estavam mortos. Parece que a primeira morte teria sido anunciada ainda em 1880, não obstante, como todos sabem, Emily Dickinson, Tchekov, Proust, Joyce, Kafka, Maupassant, Henry James, o nosso Machado, Eça, Mallarmé, as Bronte, Fernando Pessoa (um… Read More »

Família é uma merda – Conto de Rubem Fonseca

Tenho uma saúde de ferro, mas andava sentindo umas dores de cabeça e fui à farmácia comprar aspirina. Foi assim que conheci Genoveva. Ela me perguntou para que eu queria aspirina. “Para dor de cabeça”. “Aspirina ataca o estômago”. Se ela trabalhava numa farmácia devia saber o que estava dizendo. “Então eu tomo o quê?”… Read More »