Tag Archives: Conto de Carlos Drummond de Andrade

Flor, telefone, moça – Conto de Carlos Drummond de Andrade

Não, não é conto. Sou apenas um sujeito que escuta algumas vezes, que outras não escuta, e vai passando. Naquele dia escutei, certamente porque era a amiga quem falava, e é doce ouvir os amigos, ainda quando não falem, porque amigo tem o dom de se fazer compreender até sem sinais. Até sem olhos. Falava-se… Read More »

Nossa amiga – Conto de Carlos Drummond de Andrade

Não é bastante alta para chegar ao botão da campainha. O peixeiro presta-lhe esse serviço, tocando. Alguém abre. – Foi a garota que pediu para chamar… Quando não é algum transeunte austero, senador ou ministro do Supremo, que atende à sua requisição. Com pouco, a solução já não lhe satisfaz. Descobre na porta, a seu… Read More »

Presépio – Conto de Carlos Drummond de Andrade

Dasdores (assim se chamavam as moças daquele tempo) sentia-se dividida entre a Missa do Galo e o presépio. Se fosse à igreja, o presépio não ficaria armado antes de meia-noite e, se se dedicasse ao segundo, não veria o namorado. É difícil ver namorado na rua, pois moça não deve sair de casa, salvo para… Read More »