Primeiros conselhos do outono – Poema do português Antero de Quental

Ouve tu, meu cansado coração, O que te diz a voz da Natureza: – “Mais te valera, nu e sem defesa, Ter nascido em aspérrima solidão, Ter gemido, ainda infante, sobre o chão Frio e cruel da mais cruel devesa, Do que embalar-te a Fada da Beleza, Como embalou, no berço da ilusão! Mais valera … Ler mais

Homo – Poema do português Antero de Quental

Nenhum de vós ao certo me conhece, Astros do espaço, ramos do arvoredo, Nenhum adivinhou o meu segredo, Nenhum interpretou a minha prece… Ninguem sabe quem sou… e mais, parece Que ha dez mil annos já, neste degredo, Me vê passar o mar, vê-me o rochedo E me contempla a aurora que alvorece… Sou um … Ler mais