O Presidente Negro, Monteiro Lobato escreveu o livro mais racista da história

Publicado em 1926, O Presidente Negro, de Monteiro Lobato, é uma obra que deve ser lida com extremo senso crítico. Embora seja comumente citado como um romance de ficção científica pela antecipação de tecnologias como a televisão, o livro está impregnado de ideias racistas e eugenistas que revelam os preconceitos históricos e ideológicos do autor. … Ler mais

O Sargento Verde – Monteiro Lobato

Era uma vez um homem muito rico, que tinha uma filha, linda, linda. Um dia apareceu um moço, também muito lindo, que quis casar com ela. Foi combinado o casamento, mas Nossa Senhora, que era madrinha de batismo da moça, apareceu-lhe num sonho e disse: – Minha filha, toma cuidado, porque vais casar com o … Ler mais

O bicho Manjaléu – Monteiro Lobato

Era uma vez um velho que tinha três filhas muito bonitas, mas um velho muito pobre, que vivia de fazer gamelas. Uma vez passou pela sua casa um lindo moço a cavalo; parou e declarou que queria comprar uma das moças. O velho se ofendeu; disse que por ser pobre não era nenhum malvado que … Ler mais

Herdeiro de si mesmo – Conto de Monteiro Lobato

O POVO DE DOIS RIOS NÃO CESSAVA DE COMENTAR a inconcebível “sorte” do coronel Lupércio Moura, o grande milionário local. Um homem que saíra do nada. Que começara modesto menino de escritório dos que mal ganham para os sapatos, mas cuja vida, dura até aos trinta e seis anos, fora daí por diante a mais … Ler mais

Os pequeninos – Conto de Monteiro Lobato

1939 OUVI CERTA VEZ UMA CONVERSA INESQUECÍVEL. A esponja de doze anos não a esmaeceu em coisa nenhuma. Por que motivo certas impressões se gravam de tal maneira e outras se apagam tão profundamente? Eu estava no cais, à espera do Arlanza, que me ia devolver de Londres um velho amigo já de longa ausência. … Ler mais

Uma história de mil anos – Conto de Monteiro Lobato

1922 — HU… HU… É como nos ínvios da mata soluça a juriti. Dois hus — um que sobe, outro que desce. O destino do u!… Veludo verde-negro transmutado em som — voz das tristezas sombrias. Os aborígenes, maravilhosos denominadores das coisas, possuíam o senso impressionista da onomatopeia. Urutau, uru, urutu, inambu — que sons … Ler mais

O jardineiro Timóteo – Conto de Monteiro Lobato

O CASARÃO DA FAZENDA ERA ao jeito das velhas moradias coloniais: frente com varanda, uma ala e pátio interno. Neste ficava o jardim, também à moda antiga, cheio de plantas antigas, cujas flores punham no ar um saudoso perfume de antanho. Quarenta anos havia que lhe zelava dos canteiros o bom Timóteo, um preto branco … Ler mais

O drama da geada – Conto de Monteiro Lobato

JUNHO. Manhã de neblina. Vegetação entanguida de frio. Em todas as folhas o recamo de diamantes com que as adereça o orvalho. Passam colonos para a roça, retransidos, deitando fumaça pela boca. Frio. Frio de geada, desses que matam passarinhos e nos põem sorvete dentro dos ossos. Saímos cedo a ver cafezais, e ali paramos, … Ler mais

As fitas da vida – Conto de Monteiro Lobato

PERAMBULÁVAMOS AO SABOR DA FANTASIA, noite adentro, pelas ruas feias do Brás, quando nos empolgou a silhueta escura duma pesada mole tijolácea, com aparência de usina vazia de maquinismos. – Hospedaria dos Imigrantes — informa o meu amigo. – É aqui, então… Paramos a contemplá-la. Era ali a porta do Oeste Paulista, essa Canaã em … Ler mais