Category Archives: Otto Lara Resende

O violão da inflação – Crônica de Otto Lara Resende

Eu não sabia que a inflação soluça. Gostei demais dessa novidade. Não é preciso entender do riscado para saber que a inflação, a nossa pelo menos, é indomável. Na campanha eleitoral, estava a um passo da morte. Um tiro só e pronto. A bicha caía morta, estatelada. Veio aquele trauma. De tão brutal, até achei… Read More »

Não traiam o Machado – Crônica de Otto Lara Resende

Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de Dom Casmurro, na prova de Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do… Read More »

Palavras inventadas – Crônica de Otto Lara Resende

Se fosse no tempo do prof. Castro Lopes e se dependesse de sua vontade, lobismo e lobista jamais teriam licença de entrar na nossa língua. E muito menos no dicionário. Castro Lopes combatia sem trégua os partidários dos barbarismos. Em particular os galiciparlas recorriam ao francês, língua da moda. Caricaturado na peça O carioca, em… Read More »

Livraria de Antigamente – Crônica de Otto Lara Resende

Outro dia, falando sobre o Rio de hoje, Antônio Callado disse que sente falta de uma livraria como aquela de antigamente. E citou a Freitas Bastos e a Civilização Brasileira. A Freitas Bastos ficava no andar térreo do Liceu de Artes e Ofícios, no prédio que foi abaixo para dar lugar à atual sede da… Read More »

Gato gato gato – Conto de Otto Lara Resende

Familiar aos cacos de vidro inofensivos, o gato caminhava molengamente por cima do muro. O menino ia erguer-se, apanhar um graveto, respirar o hálito fresco do porão. Sua úmida penumbra. Mas a presença do gato. O gato, que parou indeciso, o rabo na pachorra de uma quase interrogação. Luminoso sol a pino e o imenso… Read More »