Tag Archives: Poema de Vinicius de Moraes

Invocação à mulher única – Vinícius de Moraes

Tu, pássaro – mulher de leite! Tu que carregas as lívidas glândulas do amor acima do sexo infinito Tu, que perpetuas o desespero humano – alma desolada da noite sobre o frio das águas – tu Tédio escuro, mal da vida – fonte! jamais… jamais… (que o poema receba as minhas lágrimas!…) Dei-te um mistério:… Read More »

A brusca poesia da mulher amada – Vinícius de Moraes

Longe dos pescadores os rios infindáveis vão morrendo de sede lentamente… Eles foram vistos caminhando de noite para o amor – oh, a mulher amada é como a fonte! A mulher amada é como o pensamento do filósofo sofrendo A mulher amada é como o lago dormindo no cerro perdido Mas quem é essa misteriosa… Read More »

Balada das meninas de bicicleta – Vinícius de Moraes

Meninas de bicicleta Que fagueiras pedalais Quero ser vosso poeta! Ó transitórias estátuas Esfuziantes de azul Louras com peles mulatas Princesas da zona sul: As vossas jovens figuras Retesadas nos selins Me prendem, com serem puras Em redondilhas afins. Que lindas são vossas quilhas Quando as praias abordais! E as nervosas panturrilhas Na rotação dos… Read More »

Balada do mangue – Vinícius de Moraes

Oxford Pobres flores gonocócicas Que à noite despetalais As vossas pétalas tóxicas! Pobre de vós, pensas, murchas Orquídeas do despudor Não sois Lœlia tenebrosa Nem sois Vanda tricolor: Sois frágeis, desmilingüidas Dálias cortadas ao pé Corolas descoloridas Enclausuradas sem fé, Ah, jovens putas das tardes O que vos aconteceu Para assim envenenardes O pólen que… Read More »