Category Archives: Ferreira Gullar

O artista surge não da loucura, mas apesar dela – Ferreira Gullar

O Instituto Junguiano, em homenagem à dra. Nise da Silveira, promoveu uma série de debates, no Rio, sobre a sua obra generosa e inovadora no campo da psiquiatria. Tive nisso uma participação mínima porque o chofer encarregado de levar-me até o local do evento desconhecia as ruas de Botafogo e, por essa razão, rodou comigo… Read More »

Não basta ter razão – Artigo de Ferreira Gullar

Não tem cabimento demonizar o populismo, ainda que ele contenha inevitavelmente contradições que podem levá-lo ao impasse. É inegável, porém, que ele parte da constatação de que a sociedade é, sem dúvida alguma, desigual. Há uma minoria rica, uma classe média de alguns recursos e – particularmente em países com o nosso – uma maioria… Read More »

Lembrando por lembrar – Artigo de Ferreira Gullar

Li outro dia uma matéria acerca da luta da intelectualidade contra a ditadura militar e, nela, não havia qualquer referência ao Grupo Opinião, que teve papel relevante nessa luta. Não vejo qualquer má-fé nessa omissão, mesmo porque o entrevistado, por sua idade, não poderia ter participado daquela luta, iniciada no mesmo ano do golpe, isto… Read More »

Presença de Clarice – Crônica de Ferreira Gullar

Meu primeiro encontro com Clarice Lispector foi numa tarde de domingo na casa da escultora Zélia Salgado, em Ipanema, creio que em 1956. Eu havia lido, quando ainda vivia em São Luís, o seu romance “O Lustre”, que me deixara impressionado pela atmosfera estranha e envolvente, mas a impressão que me causou sua figura de… Read More »

Canção de preferência – Poema de Ferreira Gullar

Não quero teus seios túmidos de desejos maternais. Se teus seios são redondos, há muitos outros iguais. Não quero teus lábios úmidos (beijos, carícias, corais). Se teus lábios são vermelhos, existem lábios iguais. Não desejo teus cabelos – lembranças de vendavais – Se teus cabelos são belos, sei de cabelos iguais. Não, não desejo teu… Read More »

Estranheza do Mundo – Poema de Ferreira Gullar

Olho a árvore e indago: está aí para quê? O mundo é sem sentido quanto mais vasto é. Esta pedra esta folha este mar sem tamanho fecham-se em si, me repelem. Pervago em um mundo estranho. Mas em meio à estranheza do mundo, descubro uma nova beleza com que me deslumbro: é teu doce sorriso… Read More »