O Marajá – Luis Fernando Veríssimo

A família toda ria de dona Morgadinha e dizia que ela estava sempre esperando a visita do Marajá de Jaipur. Dona Morgadinha não podia ver uma coisa fora do lugar, uma ponta de poeira em seus móveis ou uma mancha em seus vidros e cristais. Gemia baixinho quando alguém esquecia um sapato no corredor, uma … Ler mais

Charneca em Flor obra prima da poetiza portuguesa Florbela Espanca

Charneca em Flor, publicado em 1931 após a morte de Florbela Espanca, é considerado o ápice da produção poética da autora e uma das obras mais marcantes da literatura portuguesa. Neste livro, Florbela expõe com rara sensibilidade os seus sentimentos mais íntimos, explorando temas como o amor não correspondido, a solidão, o desejo de liberdade … Ler mais

Dois mais dois – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

O Rodrigo não entendia por que precisava aprender matemática, já que a sua minicalculadora faria todas as contas por ele, pelo resto da vida, e então a professora resolveu contar uma história. Contou a história do Supercomputador. Um dia disse a professora, todos os computadores do mundo serão unificados num único sistema, e o centro … Ler mais

Mefistófeles – Conto de Eça de Queiroz

No Fausto de Charles Gounod a figura dramática e sintética é Mefistófeles. Em volta dele, Fausto canta artificialmente como um lírico histrião de óperas; Margarida sente as primeiras rebeliões nervosas do desejo; Siebel estremece com a nascente seiva do amor, como o antigo Querubim; os batalhões góticos têm instrumentações triunfantes; a alma legendária do rei … Ler mais

Onfália Benoiton – Conto de Eça de Queiroz

Quem se lembra hoje da história de Onfália Benoiton, uma mulher nervosa, e de Estevão Basco, um homem vencido e esquecido, e que todavia foi um homem? As canas que contam essa história de martírios reais e de falsas glorificações, tenho eu a alegria mefistofélica e bárbara de as copiar aqui. A primeira carta assinada … Ler mais

O Miantonomah – Conto de Eça de Queiroz

Há duzentos anos uns poucos de calvinistas exilados fretaram um barco na Holanda úmida e úbere, e sob o equinócio e os grandes ventos, miseráveis, austeros, levando uma Bíblia, partiram para as bandas da América. Duzentos anos depois, estes homens que tinham ido solitários, num barco apodrecido das maresias, derramaram uma esquadra épica pelo mediterrâneo, … Ler mais

Misticismo humorístico – Conto de Eça de Queiroz

Voltei. É agora que as toutinegras emigram. Andei pelos campos neste ar desfalecido do Inverno outonal. Agora o azul está indolentemente belo. Tem quase uma irônica serenidade. E o azul intenso, frio, triunfante. Tem a luz, a beleza, a força, a inefabilidade. Agora a luz enternecida dos campos arrasta-se pelas grandes águas quietas e pálidas, … Ler mais

A Ladainha da dor – Conto de Eça de Queiroz

(Ao Sr. A. A. Teixeira de Vasconcelos) O músico Berlioz ao voltar das bandas moles da Itália e das ilhas da Grécia de lívidos escarpamentos sem serenidades idílicas e sem mirtos — recebeu nas ruínas das Sorveiras, junto de Nizza, onde trabalhava na sua sinfonia de “Harold” toda cheia de mar, esta carta vinda de … Ler mais

O Presidente Negro, Monteiro Lobato escreveu o livro mais racista da história

Publicado em 1926, O Presidente Negro, de Monteiro Lobato, é uma obra que deve ser lida com extremo senso crítico. Embora seja comumente citado como um romance de ficção científica pela antecipação de tecnologias como a televisão, o livro está impregnado de ideias racistas e eugenistas que revelam os preconceitos históricos e ideológicos do autor. … Ler mais

De algum ponto além da cordilheira – Conto de Marina Colasanti

Há quanto tempo aquela cidade se preparava para a chegada dos bárbaros? Não desde sempre. Mas quase. Por isso as sólidas muralhas mais antigas que muitas casas, e as constantes sentinelas no topo. Viriam da fronteira traçada pela cordilheira, estava escrito, atravessariam com seus animais de duras patas o vale de pedras. E embora a … Ler mais