Tag Archives: Conto de Aluísio de Azevedo

Polítipo – Conto de Aluísio de Azevedo

Suicidou-se anteontem o meu triste amigo Boaventura da Costa. Pobre Boaventura! Jamais o caiporismo encontrou asilo tão cômodo para as suas traiçoeiras manobras como naquele corpinho dele, arqueado e seco, cuja exigüidade física, em contraste com a rara grandeza de sua alma, muita vez me levou a pensar seriamente na injustiça dos céus e na… Read More »

Filomena Borges – Conto de Aluísio de Azevedo

I Sabemos que é geral a ansiedade por descobrir o mistério em que se envolve a individualidade conhecida pelo nome que encima estas linhas. De há alguns dias conhecíamos parte do romance – se romance podemos chamar a uma história tristemente verdadeira – de que é heroína, protagonista, vítima, e não sabemos que mais, aquela… Read More »

A Serpente – Conto de Aluísio de Azevedo

João Brás foi jantar à Santa Teresa com o seu amigo Manuel Fortuna, como costumava fazer invariavelmente todos os domingos. Eram ambos do comércio: João guarda-livros e o outro estabelecido com uma loja de alfaiate. Grisalhando já entre os quarenta e os cinqüenta, não tinham eles todavia vinte anos quando se conheceram; e essa longa… Read More »

O macaco azul – Conto de Aluisio de Azevedo

Ontem, mexendo nos meus papéis velhos, encontrei a seguinte carta: Caro Senhor. Escrevo estas palavras possuído do maior desespero. Cada vez menos esperança tenho de alcançar o meu sonho dourado. – O seu macaco azul não me sai um instante do pensamento! É horrível! Nem um verso! Do amigo infeliz PAULINO Não parece um disparate… Read More »