Tag Archives: Poema de Adélia Prado

Bilhete em Papel Rosa – Poema de Adélia Prado

A meu amado secreto, Castro Alves. Quantas loucuras fiz por teu amor, Antônio. Vê estas olheiras dramáticas, este poema roubado: “o cinamomo floresce em frente ao teu postigo. Cada flor murcha que desce, morro de sonhar contigo”. Ó bardo, eu estou tão fraca e teu cabelo tão é negro, eu vivo tão perturbada, pensando com… Read More »

Com licença poética – Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor.… Read More »