Dona Custódia – Crônica de Fernando Sabino
Ar de empregada ela não tinha: era uma velha mirrada, muito bem arranjadinha, mangas compridas, cabelos em bandó num vago ar de camafeu ― e usava mesmo um, fechando-lhe o vestido ao pescoço. Mas via-se que era humilde ― atendera ao anúncio publicado no jornal porque satisfazia às especificações, conforme ela própria fez questão de … Ler mais