O PM que ganhou na mega-sena em operação na favela da Maré

Mais um dia de trabalho na vida do PM Fulano de Tal, chegou as quatro da manhã ao batalhão onde era lotado para participar de uma operação, o comando não informava o local para que os PMs corruptos não avisassem seus colegas traficantes sobre a operação. Mas é claro que num nível mais acima os… Read More »

Fulvio e os PMs com medo de guia de macumba – conto de Carlos Vitor de Castro

Fulvio é um amigo que conheço desde os tempos da adolescência, perdemos contato e parece que nem eu nem ele temos muito interesse em reatar contato, acontece, amigos vem e vão. O Heavy, como era conhecido por seu gosto musical entrou para a polícia civil há quase 20 anos e pelo pouco que tenho escutado… Read More »

Singularidades de uma Rapariga Loura – conto de Eça de Queiróz

I Começou por me dizer que o seu caso era simples — e que se chamava Macário… Devo contar que conheci este homem numa estalagem do Minho. Era alto e grosso: tinha uma calva larga, luzidia e lisa, com repas brancas que se lhe eriçavam em redor: e os seus olhos pretos, com a pele… Read More »

Se Eu Morresse Amanhã – poema de Álvares de Azevedo

Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã, Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que doce n’alva Acorda ti natureza… Read More »

Os Devaneios do General – conto de Érico Veríssimo

Abre-se uma clareira azul no escuro céu de inverno. O sol inunda os telhados de Jacarecanga. Um galo salta para cima da cerca do quintal, sacode a crista vermelha que fulgura, estica o pescoço e solta um cocoricó alegre. Nos quintais vizinhos outros galos respondem. O sol! As poças d’água que as últimas chuvas deixaram… Read More »

Memórias de uma Forca – conto de Eça de Queiróz

Foi por um modo sobrenatural que eu tive conhecimento deste papel, onde uma pobre forca apodrecida e negra dizia alguma coisa da sua história. Esta forca intentava escrever as suas trágicas Memórias. Deviam ser profundos documentos sobre a vida. Árvore, ninguém sabia tão bem o mistério da natureza; forca, ninguém conhecia melhor o homem. Nenhum… Read More »

Nem a Rosa, nem o Cravo… – conto de Jorge Amado sobre o nazismo

As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas… Read More »